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Cinemando

O retorno triunfal de Sophia Loren

Por Leandro Domingos

Sophia Loren é um dos ícones do cinema mundial Foto: NETFLIX/DIVULGAÇÃO
O ano é 1994. "Prêt-à-Porter" chegou aos cinemas como um retrato do glamouroso mundo da moda no período. A obra do na época cultuado cineasta americano Robert Altman foi muito criticada por fazer um retrato superficial do tema. Porém, não houve quem reclamasse da presença de Sophia Loren. Então com 60 anos, apenas de corpete negro e meia de seda, ela encenou um striptease que deixou o parceiro de cena, Marcello Mastroianni, e também o público em geral, boquiaberto. Na verdade, desde os anos 60, a simples menção ao nome de Sophia mexe com a imaginação dos homens. A atriz, entretanto, estava longe das telas há uma década. A última participação aconteceu no musical "Nine" (2009). Pode ser vista novamente em um drama italiano que acaba de entrar no catálogo da Netflix. "Rosa e Momo" marca a volta de um dos ícones do cinema mundial.

Aos 86 anos, Sophia interpreta Madame Rosa, sobrevivente do Holocausto que acolhe crianças filhas de prostitutas e tentar dar a elas alguma perspectiva de vida. Uma delas, o senegalês Momo (Ibrahima Gueye), toma contato com ela quando tenta assaltá-la. A partir daí, o relacionamento se desenvolve de forma comovente. Adaptado do livro "La vie devant soi", de Romain Gary, a obra é conduzida com graça e emoção pelo filho mais novo de Sophia, o diretor Edoardo Ponti. O personagem construído por ele para a mãe tem elos com papeis que a veterana estrela viveu no passado, como a mãe coragem Cesira - personagem do filme "Duas Mulheres", que valeu um Oscar para a atriz, em 1961 - e a voluptuosa prostituta Mara - talvez o ponto alto de sensualidade na carreira da bela -, do filme "Hoje, Ontem e Amanhã" (1963).

Uma das maiores divas do cinema, Sophia Loren chegou a receber o rótulo de ser a mulher com "os mais belos seis do mundo" nos anos 60. "Rosa e Momo" nem tenta romantizar a famosa beleza pelo qual a estrela já foi conhecida. A característica linguagem corporal da italiana está presente, mas importa bem menos que o olhar de puro sentimento transmitido pela atriz ao longo de todo este belo drama.

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