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Vamos alaranjar?

Regiões que compreendem as cidades de Novo Hamde burgo, São Leopoldo, Canoas na expectativa de sair da bandeira vermelha após mais um mês - o principal ponto seria a liberação do comércio e restaurantes para atendimento presencial

Por Guilherme Schmidt
Publicado em: 31.07.2020 às 12:29 Última atualização: 31.07.2020 às 12:35

Pela ocupação de leitos de UTI, apesar de estarem no vermelho (ocupação acima de 80%) desde o início de julho, as regiões 7 (Novo Hamburgo - onde estão São Leopoldo e Portão) e 8 (Canoas - onde estão Sapucaia, Esteio e Capela) melhoraram um pouco os números nos últimos dias. Na última semana a lotação da R7 ficou em torno de 90%, na média. Na semana anterior, 93% havia sido o índice mais baixo. Já na R8 o máximo da lotação foi de 86,7% - aliás, nesta segunda metade do mês, esta região nunca passou de 90% de ocupação dos leitos de UTI. São números um pouco melhores (e põe pouco nisso) do que antes, mas os prefeitos estão otimistas que a situação na região metropolitana, após mais de mês de bandeira vermelha, possa evoluir positivamente para a bandeira laranja, como está a maior parte do Estado hoje (quase todo o norte e nordeste do RS estão avermelhados - compreendendo região metropolitana, litoral norte e Serra). O comércio está atento, porque se a laranja vier, o sinal será verde para a volta do atendimento presencial - com restrições, é claro.

Atendimento presencial

Ir para a laranja muda as questões de restaurantes, lancherias e comércio poderem voltar a atender de forma limitada os clientes presencialmente - hoje só podem fazer teleatendimento e venda nas modalidades de pegue, pague e leve, com drive thru e take away. Mas mesmo alaranjando, ainda é o prefeito quem decide se vai ou não dar uma flexibilizada geral.

Nos limites das bandeiras

É bom lembrar que as UTI só não estão superlotadas porque houve aumento de leitos nos hospitais e as medidas restritivas - mesmo que não 100% eficientes - detiveram uma avalanche de casos na região. Ainda estamos em uma linha tênue entre flexibilizar e manter ou até apertar restrições.

Já meio laranja na real

Vendo o movimento nas ruas e a fiscalização bem menos rigorosa do que já foi, parece que já estamos meio alaranjados. Um exemplo, no Centro de São Leopoldo, é o estacionamento de carros do lado direito da Rua Independência sem maiores problemas (em junho havia sido decretado que só poderia se estacionar no lado esquerdo, para que se reduzisse o número de vagas em 50% - medida para desestimular a ida ao Centro). Além disso, o movimento nas ruas aumentou. E filas se formam na frente do que estiver aberto sem qualquer distanciamento - e com máscaras abaixadas na hora de negociar (o que não deveria acontecer nas lojas, já que o sistema é só de take away, tipo pegue, pague e leve). Em Novo Hamburgo não é muito diferente, apesar da disposição de lojas ser um pouco diferente, mais espaçada. O movimento nas ruas é grande, seja de gente ou de veículos.

Medidas mais amargas

A ideia de lockdown, pelo menos, para alívio da população, parece afastada. Os prefeitos parecem entender que é preciso liberar de forma gradual a economia e não restringir mais. A pressão das comunidades têm pesado tanto quanto os números da Covid-19. E muitos especialista já alertaram que "lockdown de fim de semana" é uma medida paliativa de eficácia baixa na contenção do vírus. O que adianta fechar no sábado e domingo e na segunda-feira todo mundo ir para a rua? 

Drive-in Show 

Hoje, às 21h30, tem o cantor Vitão no Drive-in Show NH, no estacionamento da Fenac, em Novo Hamburgo. É a nova saída para realização de shows, com palco montado e público dentro dos carros ouvindo música via rádio. Ingressos a partir de 110 reais por veículo (no máximo, 4 pessoas). Novos tempos...

Gasolina sobe-desce

Foi só falar em aumento que os postos tocaram de R$ 3,93 a R$ 3,99 para mais de R$ 4,15 o preço da gasolina. Nesta sexta teve posto dando uma recuada a R$ 4,05 e R$ 4,07. Mas fique de olho por que  vem mais aí: o litro pode passar de R$ 4,25 amanhã ou domingo. Ah, e isso nem é ainda o aumento da tal “nova” e mais cara gasolina que chega segunda-feira, dia 3, com valor ainda incerto.


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