Publicidade
Acompanhe:
Opinião Opinião

Um domingo quase todos dias e o "efeito Bolsonaro"

Ruas com pouco movimento e comércio fechado mudam o cenário, principalmente no Centro das cidades

Por Guilherme Schmidt
Última atualização: 25.03.2020 às 11:05

O cenário dos centros das cidades na região neste últimos dias lembram os domingos de verão, com lojas fechadas e poucas pessoas nas ruas. Poucos veículos, só farmácias abertas, algum ou outro estabelecimento de alimentação. O deserto é uma boa notícia porque mostra que grande parte da população entendeu o necessário e urgente recado de ficar em casa. Mas há uma melancolia no ar. Uma tranquilidade que incomoda, um cenário que nos deixa aflitos. Afinal, vivemos um diário domingo sem a agradável sensação de folga do fim de semana e sem saber quando a segunda-feira vai chegar.

Efeito Bolsonaro?

É bem verdade que esta quarta-feira registrou um leve aumento da movimentação das ruas das cidades. As lojas seguem fechadas, mas eram mais carros e pessoas na ruas (e a questão da vacinação levou muitos idosos às ruas também, o que não deveria ter ocorrido). Seria já o "efeito Bolsonaro"? Afinal, o presidente da República minimizou o vírus se referindo a ele como uma "gripezinha" e conclamou todos para voltarem ao trabalho e às escolas. Nesta manhã de quarta até ameaçou governantes estaduais e municipais que tomaria medidas não democráticas para ver seu pedido de "volta à normalidade" atendido. 

Efeito Bolsonaro - 2

O discurso do presidente Bolsonaro dominou redes sociais na noite de terça-feira e os noticiários desta quarta-feira. De "mito" a "irresponsável" (para não citar outros nomes impublicáveis) a discussão foi grande entre apoiadores, oposicionistas e pessoas que não estão nesta linha de direita ou esquerda. A comentar fica a estranheza de um presidente se contrapor a medidas anunciadas pelo seu Ministério da Saúde e, depois de até aparecer com temor estampado no rosto e até usar máscara, desdenhar do coronavírus. 

Efeito Trump?

Quem acompanha o mundo, viu que o discurso do presidente da República brasileiro foi na mesma linha do "colega" norte-americano Donald Trump. E não, não é coincidência. 

Não aprendemos

O esgotamento rápido das vacinas contra a gripe é uma prova de que não aprendemos lições. Na crise da H1N1 aconteceu o mesmo. O Estado e os municípios poderiam ter previsto isso com melhor organização, evitando que idoso fossem até os pontos de vacinação e voltassem para casa sem imunização.

E na capital

Decreto da prefeitura de Porto Alegre prevê multa de mais de 400 reais a idosos que saem à rua sem justificativa. Só pode sair para atendimento médico, exames, vacinação e compras de alimentos ou remédios. Era já para valer ontem, mas foi adiado para hoje.
Nas ruas Se nos hospitais e postos os diversos agentes de saúde fazem um trabalho admirável, nas ruas os garis, que entram em contato com o lixo, têm que ser exaltados neste momento. E vaia a dica: a população precisa fechar direitinho seus sacos de resíduos, de preferência, com separação correta.

A "free" free way

Nunca a free way teve o nome tão correto de caminho livre. Segundo a CCR ViaSul, foi registrada queda de quase 60% do movimento na BR-290.

E na BR-116

Por aqui no Vale, a redução de movimento na 116 não tem um número oficial, mas a redução, que na semana passada era de uns 30%, certamente já chegou aos 60%

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.