Publicidade
Acompanhe:
Notícias | País Polêmica

Discurso de secretário nacional da Cultura se a semelha ao de ministro de Hitler

Tanto Joseph Goebbels quanto Roberto Alvim falaram em arte nacional 'heroica' e 'imperativa'. Alvim discursou em vídeo sobre prêmio de patrocínio a obras artísticas

Por Estadão Conteúdo
Última atualização: 17.01.2020 às 10:32

Roberto Alvim é secretário especial da Cultura do governo do presidente Jair Bolsonaro Foto: Reprodução/ Youtube
O discurso de Roberto Alvim, secretário especial da Cultura do governo do presidente Jair Bolsonaro, divulgado nesta quinta-feira (16) no Youtube da pasta, se semelha ao de Joseph Goebbels, ministro de Adolf Hitler da Propaganda da Alemanha Nazista. Goebbels era antissemita radical e foi um dos idealizadores do nazismo.

Assim como o ministro de Hitler havia afirmado em meados do século XX que a "arte alemã da próxima década será heroica” e “imperativa”, Alvim afirmou que a “arte brasileira da próxima década será heroica” e “imperativa”. O discurso de Goebbels consta do livro Joseph Goebbels: Uma biografia, do historiador alemão Peter Longerich. A declaração de Alvim foi dada no vídeo de divulgação de um concurso nacional de artes.

O vídeo ganhou grande repercussão nas redes sociais e tanto o nome do secretário Alvim quanto o de Goebbels foram parar entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil. Nesta manhã, Alvim afirmou em post no Facebook que a semelhança entre as frases foi "apenas uma frase do meu discurso na qual havia uma coincidência retórica". 

Disse o Secretário Especial de Cultura

"A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo, ou então não será nada."

O que disse Goebbels na Alemanha nazista

"A arte alemã da próxima década será heróica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada."

Transmissão ao vivo pelo Facebook

Na noite de ontem, ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Educação, Abraham Weintraub, Alvim voltou a dizer que o governo pretende conduzir a cultura e a arte no Brasil de forma "alinhada com as transformações políticas do Brasil", em referência à eleição de Bolsonaro para a Presidência da República. Alvim disse que em 2020 haverá uma "virada histórica, vai ser o ano do renascimento da arte e da cultura no Brasil".

 


Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.