Publicidade
Acompanhe:
Notícias | País Política

Cotados para 2022, tucanos Doria e Eduardo Leite trocam elogios durante a Couromoda

O governador gaúcho buscou nacionalizar o seu discurso em alguns momentos, ao enfatizar que é preciso facilitar a vida das empresas para que gerem empregos

Por Estadão Conteúdo
Última atualização: 13.01.2020 às 22:50

Abertura oficial do evento contou com os governadores de São Paulo e Rio Grande do Sul. Além disso, estiveram presentes a prefeita de Novo Hamburgo Fatima Daudt, o deputado Federal Lucas Redecker Foto: Reprodução / Instagram Couromoda
Cotados para a candidatura do PSDB à Presidência da República em 2022, os governadores João Doria, de São Paulo, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, trocaram elogios nesta segunda-feira (13) após especulações de que os dois estariam em uma disputa interna por apoio no partido.

Doria e Leite participaram pela manhã desta segunda-feira, na capital paulista, da Couromoda, feira da indústria calçadista, setor no qual os dois Estados têm atuação relevante. Ambos fizeram discursos na cerimônia de abertura do evento e não perderam a oportunidade de fazer elogios um ao outro.

Primeiro a falar, Leite foi mais tímido nas menções ao colega tucano. Em um pronunciamento de 10 minutos, o governador gaúcho citou Doria em duas oportunidades. A primeira foi logo no início da fala, quando disse que era uma alegria reencontrar Doria e que sempre é muito bem recebido em São Paulo.

Na segunda, enquanto falava sobre os esforços dos Estados para diminuir a carga tributária das empresas, disse que, "assim como Doria toma providências em São Paulo, para que se retome a competitividade, também tomamos providências".

Leite também afirmou que o Estado de São Paulo é um exemplo para o Rio Grande do Sul em relação a concessões de rodovias. "Eu vi o exemplo de São Paulo, com a maior concessão de rodovias da história. O Rio Grande do Sul também fará com mais de mil quilômetros de rodovias, para melhorar a infraestrutura do Estado", disse.

Além disso, o governador gaúcho buscou nacionalizar o seu discurso em alguns momentos, ao enfatizar que é preciso facilitar a vida das empresas para que gerem empregos. "O País sofreu com uma recessão histórica de 8%. Cabe a nós trabalhar fortemente para restabelecer condições para que se gerem empregos", disse.

Doria, por sua vez, foi mais enfático nas menções a Leite e buscou ressaltar que os dois pensam e agem de forma parecida. Em uma fala de 20 minutos, citou o colega gaúcho em três oportunidades.

Na primeira, disse que Leite era jovem, inovador e transformador. Afirmou que os dois "conjugam" das mesmas ideias, são defensores de uma economia liberal e chegou a chamar aplausos da plateia para Leite, quando elogiou a política de redução do ICMS no Rio Grande do Sul. "Quero saudar meu amigo e colega governador Eduardo pela postura, dedicação e coragem, podem aplaudir", disse.

Na segunda menção, declarou que ele e Leite têm o princípio de que nada pode se fazer de um lado só, ao defender que o estímulo aos negócios não pode ter sacrifícios apenas do poder público, mas também das próprias empresas. "Acabou o tempo do governo paternalista e nós dois compartilhamos dessa visão".

Na terceira e última, lembrou que Leite enfatizou uma visão liberal na economia em seu discurso e voltou a afirmar que os dois têm as mesmas ideias. Disse também que São Paulo gerou a maior parte dos empregos no Brasil em 2019 e que o Rio Grande do Sul também contribuiu com uma parcela considerável.

Tucanos citam Guedes, mas não mencionam Bolsonaro

Após os discursos, Doria e Leite se posicionaram lado a lado para responder às perguntas da imprensa. Em uma delas, sobre como tem sido apoio do governo federal aos Estados, ambos citaram o ministro da Economia, Paulo Guedes, e elogiaram a política econômica de ajuste fiscal e cunho liberal conduzida por ele.

No entanto, sem mencionar em nenhum momento o presidente Jair Bolsonaro, criticaram o plano do presidente de que os Estados cortem ICMS sobre combustíveis e lamentaram o aumento do piso dos salários para o magistério, pois força Estados em crise fiscal a dar o reajuste. 

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.