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Notícias | Mundo 'Anão raivoso'

Quem foi Joseph Goebbels, o nazista citado por Roberto Alvim

Ministro da Propaganda nazista exercia papel estratégico no regime de Adolf Hitler

Publicada: 17.01.2020 às 12:43

Joseph Goebbels foi ministro da Propaganda nazista Foto: Reprodução
"Anão raivoso", estrategista, inteligente, antissemita. Paul Joseph Goebbels foi ministro da Propaganda do regime de Adolf Hitler, na Alemanha nazista. Tinha papel de destaque no governo e era parte estratégica das ideias de Hitler. Com seu conhecimento filosófico, foi responsável por promover o discurso nazista carregado de antissemitismo e superioridade da raça ariana, além de popularizar as teorias conspiratórias de que os judeus pretendiam dominar o mundo e a Alemanha. Foram as teorias de Goebbels que serviram para justificar o extermínio dos judeus no Holocausto.

Foi citando um dos discursos desse nazista que o secretário nacional da Cultura, Roberto Alvim, promoveu polêmica nas redes sociais, chacoalhou a base aliada do governo de Jair Bolsonaro e também gerou posicionamento da oposição. Em todas as esferas, há pedidos para a retirada do secretário do cargo.

Alvim disse:

A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo, ou então não será nada.

Já o discurso de Goebbels dizia:

A arte alemã da próxima década será heróica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada.

 

Imagem e propaganda

Goebbels também foi o responsável por promover a estética nazista. Foi de Goebbels a criação da imagem de Hitler como o Führer. O trabalho realizado por ele e sua equipe consistia na criação de cartazes, filmes, agitações na rua e outras formas de aproximação entre aquilo que era defendida pelos nazistas e a população comum, a quem se buscava convencer. Jornais, rádio, filmes, teatro, literatura, música e artes: todas as formas de mídia disponíveis no período foram utilizadas por Goebbels e pela máquina de propaganda nazista.

Alguns elementos desse padrão podem ser observados nos filmes que encomendou à também famosa diretora Leni Riefenstahl, como O Triunfo da Vontade, sobre a ascensão do regime nazista.

Última testemunha morreu em 2017

Brunhilde Pomsel, ex-secretária da Goebbels Foto: Getty Images
Em 27 de janeiro de 2017, morreu Brunhilde Pomsel, secretária Goebbels e considerada a última testemunha ainda viva dos círculos do poder nazista. Ela afirmava que, como a maioria das pessoas de sua geração, não sabia nada sobre os crimes nazistas, em particular dos campos de concentração e extermínio.

De 1942 até o final de Segunda Guerra Mundial, Pomsel trabalhou como secretária e estenógrafa de Goebbels. Afirmava que ficou sabendo da existência dos campos de concentração em 1950, quando foi libertada pelos soviéticos, após cumprir uma pena de cinco anos de prisão.

"Sobre Goebbels pode-se dizer uma coisa, era um ator excelente." Para Pomsel, a imagem de "anão raivoso" que vociferava e gesticulava ante as multidões era um papel que ele interpretava. No dia a dia, Goebbels era "frio" e calmo, afirmava.

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