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Notícias | Especial Coronavírus Nas rodovias

EGR diz não haver 'base legal' para liberar cancelas em pedágios de rodovias estaduais

Entidades temem pela propagação migratória do novo coronavírus na região através do contato entre cédulas de dinheiro, funcionários das praças e motoristas

Por Cristiano Santos
Última atualização: 01.04.2020 às 20:13

Pedágio na RS-239 Foto: Juarez Machado/GES
A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) informou, através de nota enviada por sua assessoria de imprensa nesta quarta-feira (1º), que “não há base legal” para liberar a passagem de veículos pelas cancelas de pedágios em rodovias administradas pela empresa pública. Na noite de terça-feira (31), o governador Eduardo Leite havia anunciado um novo decreto para restringir ainda mais a operação de estabelecimentos comerciais em todo o Rio Grande do Sul em caráter excepcional e temporário até dia 15 de abril, para evitar a propagação do novo coronavírus.

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O assunto esteve entre as pautas da reunião da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e entidades setoriais gaúchas, também na manhã desta quarta. De acordo com o diretor da ACI, Marco Aurélio Kirsch, a abertura das cancelas é necessária, evitando a propagação migratória do vírus na região.

Como exemplificou, as notas de dinheiro utilizadas para pagar a tarifa nas praças podem ser condutores do novo coronavírus, colocando em risco quem trabalha nos pedágios e a comunidade. “Entendemos que as cancelas deveriam estar liberadas para todos os veículos durante o mês de abril, como medida para também controlar que o vírus não circule pela região” destacou.

De acordo com a EGR, os serviços nas rodovias seguem sendo realizados, o que inclui a operação das praças de pedágio, manutenção das vias, guincho e ambulância. Através das recomendações das autoridades, foram disponibilizados álcool gel, luvas e máscaras aos funcionários das empresas terceirizadas. Porém, a empresa pública salienta que seu uso não é obrigatório para pessoas não infectadas.

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