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Esportes | Inter Vandalismo

Até o momento, 12 são presos por briga no Beira-Rio; mandados acontecem em Novo Hamburgo e região

Foram apreendidos materiais como drogas, celulares e balança de pesagem

Por Jauri Belmonte
Última atualização: 17.01.2020 às 10:52

Operação do MP/RS contra torcedores envolvidos em briga no Beira-Rio Foto: MP/RS/Especial

Uma coletiva foi convocada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (17) a fim de esclarecer a situação dos 16 mandados de prisão realizados hoje contra torcedores do Inter envolvidos em briga no Estádio Beira-Rio, após partida no dia 8 de dezembro contra o Atlético Mineiro. A ação aconteceu em Porto Alegre e cidades da região metropolitana. Até o momento, 12 integrantes de torcidas organizadas foram presos em Porto Alegre e cidades como Novo Hamburgo, São Leopoldo e Sapucaia do Sul. No momento, o MP não estima o total de envolvidos.

Conforme o promotor de Justiça com atuação na Promotoria de Justiça Especializada do Torcedor, Rodrigo da Silva Brandalise, o trabalho é decorrente de um conjunto de atuações realizadas em 2019, com objetivo de reduzir as situações de violência em espaços destinados ao futebol, sejam eles estádios ou entornos. "São medidas preventivas que a legislação e o estatuto do torcedor estabelecem. Porém, nós tivemos incidentes no fim do ano passado e que demandaram atuações mais severas das forças do Estado", disse Brandalise.

A situação ainda é averiguada e outras pessoas podem ser presas. "As pessoas foram identificadas pelos atos de violência a partir das imagens que o Inter forneceu para nós. Algumas pessoas têm antecedência por vários tipos de crime, inclusive, foragidos", falou. "Até o momento, houve apreensão de droga e balança para pesagem", complementou. O tumulto ocorrido contou com lesão corporal, além de uma repórter que trabalhava no local e foi vítima de dano e a atuação associada entre os infratores". Também foram apreendidos 11 telefones celulares em que constavam conversas entre os grupos rivais, agendando a briga. "Temos autorização, mediante a Justiça, para averiguar todo esse material".

Segundo ele, a partir do momento que investigação for avançando, os integrantes dos grupos ou de quais facções estão envolvidas, será identificado. No momento não há esta informação. "Não quero pontuar os nomes até o momento, pois há integrantes de torcidas organizadas que são não são baderneiros", completou. Todos os atos fluíram de forma normal, sem uso de força maior.

O promotor ressaltou, ainda, que a situação foi tomada devido aos estádios serem espaço de frequentação pública. "São lugares onde famílias vão com o objetivo de se divertir e se vêm expostas como naquela situação, isso não pode acontecer", ponderou. "Todos vão torcer, existe um cenário preparado. E a segurança publica vai com intuito de manter a ordem para que tudo ocorra bem. E em algumas situações têm acontecido situações de violência. E essa operação do Ministério Público e da Brigada Militar é uma ação conjunta que visa deixar o ambiente seguro", disse o coronel da BM, Rogério Stumpf. Mais de 80 servidores atuaram.


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