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Tecnologia

Apps para as crianças brincarem nas férias

Opções trazem programação pré-selecionada e oferecem controle customizado dos pais.

Reprodução
Logotipo do Youtube Kids, aplicativo de vídeos infantis disponível para Android e iOS
Todo mundo concorda que criança deve brincar ao ar livre e aproveitar a natureza ou pelo menos a pracinha e o pátio sempre que possível. Especialmente nas férias. Só que, vamos combinar, com a galerinha em férias acaba tendo sempre algum momento no qual a turminha obrigada a ficar em casa na chuva ou à noite cansa dos brinquedos e fica empilhada em frente à tevê. Nestas horas em que você contemplar a possibilidade de deixar os pequenos brincando com o tablet ou o smartphone, tem duas opções legais de app para considerar.

Uma delas é para quem já assina algum pacote de tevê por assinatura. O Gloob Play, disponível para Android e iOS (sistema dos iPhones e iPads), é uma alternativa legal. Uma vez instalado, ele requer login pela senha cadastrada nos apps da Globosat ou no site da sua operadora. Depois de feito isso, o app solicita informações sobre o perfil da criança que vai usar, para que controle a programação disponível para sua faixa etária. A partir daí, é só brincar. Tem vídeos, tem programação ao vivo e também tem joguinhos, quase todos usando touchscreen ou o controle de inclinação dos dispositivos. Por estar ligado à programação do canal infantil da Globosat, o Gloob Play oferece programação controlada, sem violência ou apelação, e os jogos têm personagens conhecidos, como LadyBug (veja o vídeo abaixo).

Outra opção é o app YouTube Kids. É um Youtube feito para crianças, com vídeos selecionados para a faixa etária do perfil que for cadastrado. O app é gratuito e não requer assinatura, porém os pais devem configurá-lo em uma área restrita, onde serão marcadas preferências como a idade do filho e o idioma dos vídeos. O YouTube Kids é bem configurável. Um dos recursos legais é que dá para fazer login com o usuário do Google, e configurar avisos no seu e-mail. Dá até para dar uma controlada no que a galerinha assiste. Outra coisa interessante é que, além de configurar a idade para os vídeos que são sugeridos, dá para trancar a busca e também bloquear canais ou vídeos com os quais você não concorda. Apesar dos recursos, o app alerta que não é 100% à prova de algum imprevisto, porque a triagem dos vídeos é automática. Um teste mostrou que o app tem vídeos bem adequados à faixa etária escolhida, porém a função de bloqueio não funciona sempre. Ainda assim, o bloqueio é mais uma questão de preferência por algo que se prefere que o filho não assista. Não é uma questão de impropriedade.

Claro que não custa lembrar que o tempo da gurizada na frente do tablet ou smartphone deve ser controlado. Uma hora ao dia já está de bom tamanho. Duas em caso de chuva. O suficiente para você preparar o almoço ou lavar a louça sossegado.

Um conselho, em se tratando de apps de vídeo, é permitir o acesso somente na rede doméstica, de wi-fi. O consumo de banda para quem estiver no acesso via dados móveis pode ser proibitivo.

Com medo de ficar sem tevê? Esclareça dúvidas sobre sinal digital

Sinal analógico será desligado dia 31 de janeiro na região. Confira dicas práticas.

Freeimages
Sinal de tevê analógica será desligado no dia 31 de janeiro
A região metropolitana e os Vales do Sinos, Caí e Paranhana, mais a região das Hortênsias estão na área do Rio Grande do Sul onde o sinal analógico de tevê será desligado em 31 de janeiro. Não falta divulgação das mudanças, mas tem muita gente com dúvidas práticas. Quem assina tevê, como é que fica? E quem foi informado pelo condomínio de que já existe uma antena UHF? Quem precisa comprar conversor? E, depois de tudo instalado, como sintonizar os canais?

Confira abaixo, em forma de perguntas e respostas, alguns esclarecimentos básicos. Lembre-se que se estiver em dúvida ou se precisar comprar antena, conversor ou adaptador, o ideal é você se aconselhar antes com um antenista ou instalador.

Guia básico para se adaptar

O que é: O sinal analógico de tevê será desligado em 31/1 para a região. A frequência VHF (aquela das antenas tradicionais) não será mais usada. No lugar, entra a UHF.

Informações: A mudança é regulada pela Anatel e gerida por uma entidade sem fins lucrativos estabelecida pelas empresas da área, a EAD (Entidade Administradora da Digitalização de Canais TV e RTV). O consórcio mantém um site no qual oferece informações detalhadas sobre a mudança, incluindo vídeos explicativos

Já assino uma tevê (Sky, NET ou afim). No que a mudança me afeta?
  Os canais que você assiste pelo decodificador da sua operadora de tevê não sofrerão mudança. Se você assiste canais abertos que são transmitidos junto na programação da sua operadora, isso não vai mudar.

Assino tevê digital, mas também sintonizo canais abertos com outro controle remoto ou outro televisor.
  Neste caso, você será atingido pela mudança (exclusivamente no caso destes canais). O que é preciso fazer depende da sua antena e do seu televisor.

Minha tevê é velha e minha antena é das antigas.
  As tevês que foram fabricadas antes de 2012 provavelmente não têm conversor digital embutido. Você pode ter que comprar um conversor digital para assistir aos novos canais e uma antena UHF. Provavelmente, você estava enxergando um A (de “analógico”) no canto da sua tevê durante os últimos meses. O ideal é chamar um antenista, porque o modelo de conversor e a entrada da antena nova dependem do seu televisor.

Moro em um condomínio que já tem antena UHF.
  O sinal digital vai estar disponível para você pelo condomínio. Se você tem televisor posterior a 2012, eles já devem ter conversor embutido. Porém, talvez você precise fazer alguma mudança no cabeamento da tevê. Se estiver com tudo já instalado e mesmo assim deixar de enxergar canais, pode ser preciso dar uma busca nos canais pelo próprio aparelho (via Menu e Localizar Canais).

O número dos canais vai mudar no controle?
  O conversor digital, para quem tem tevê antiga, mostra um número virtual, ou seja, atribuído aos canais novos. O novos números dos antigos canais VHF, na região, são 2.1, 4.1, 5.1, 7.1, 10.1 e 12.1, mas não será preciso digitá-los. Eles ficam pré-sintonizados. Em televisores novos, a busca e atribuição de canais é feita automaticamente no menu.

Quais cidades vão mudar?

 No dia 31 de janeiro de 2018 o sinal analógico será desligado para Alto Feliz, Araricá, Bom Princípio, Brochier, Cachoeirinha, Campo Bom, Canela, Canoas, Capela de Santana, Dois Irmãos, Estância Velha, Esteio, Feliz, Gramado, Gravataí, Harmonia, Igrejinha, Imbé, Ivoti, Linha Nova, Lindolfo Collor, Montenegro, Morro Reuter, Nova Hartz, Nova Petrópolis, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Osório, Pareci Novo, Parobé, Picada Café, Portão, Presidente Lucena, Rolante, Salvador do Sul, Santo Antônio da Patrulha, São Francisco de Paula, São José do Hortêncio, São Leopoldo, São Sebastião do Caí, São Vendelino, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Taquara, Tramandaí, Três Coroas, Tupandi e Vale Real.

Descoberta falha de segurança nos grupos do WhatsApp

Problema foi revelado em conferência em Zurique nesta quarta-feira.

Arquivo/GES
WhatsApp, popular serviço de comunicação por IP
A revista norte-americana especializada em tecnologia Wired está noticiando que um grupo de pesquisadores alemães descobriu uma falha de segurança no serviço de grupos do WhatsApp. O achado foi divulgado nesta quarta-feira (10) em uma conferência em Zurique, na Suíça. 

Pesquisadores de criptografia da Universidade Ruhr, de Bochum, na Alemanha, descobriram uma falha no serviço de segurança de ponta a ponta introduzido pelo WhatsApp dois anos trás. Em princípio, a segurança de criptografia das mensagens torna impossível a alguém que não seja o emissor ou o destinatário interceptar mensagens. Entretanto, o grupo descobriu que hackers ou pessoas com acesso a servidores do WhatsApp podem introduzir usuários em grupos já existentes e modificar o parâmetro de aviso. Com isso, quando o usuário "infiltrado" entrar, o aviso de que ele foi adicionado ao grupo ficará no alto do histórico de mensagens do grupo, não na altura do momento de entrada. Assim, se um usuário destes entrar no seu grupo agora, você não vai ver aquela notificação "número tal entrou no grupo", porque ele vai ser listado muito no alto da conversa. Só quem estiver procurando vai encontrar, e mesmo assim pode ser difícil.

A falha permite que outros usuários que não o administrador acrescentem usuários ao grupo, inclusive com privilégio de administrador. Isso permitiria que pessoas de fora dos grupos copiassem o histórico de conversas e até tivessem acesso aos outros usuários.

A Wired acrescenta na matéria que a administração do WhatsApp reconheceu o problema, mas informou que os administradores sempre irão enxergar usuários novos, podendo tomar medidas de segurança necessárias. Ainda não foi informado se o app vai emitir atualizações para resolver o problema.

Por enquanto, precaução aconselhável é que administradores de grupo fiquem atentos a novos membros que não autorizaram. Ainda não foram registrados ataques explorando a falha.

Seu próximo cachorro talvez seja um robô

Empresa retoma produto abandonado dez anos atrás, com visual mais interativo.

AFP
Nova versão do Aibo, cachorro robótico da Sony
A empresa japonesa Sony apresentou nesta quarta-feira uma nova versão de seu cão robô, dotado dos mais recentes avanços na área da inteligência artificial e com acesso à Internet, que será comercializado em 2018, ano do cachorro nos horóscopos chinês e japonês. O novo cão "aibo" da Sony é um mascote de 30 centímetros. O robô tem a capacidade de movimentar os olhos para expressar emoções.

O cão tem vários sensores, câmeras e microfones, além de uma conectividade melhor, o que permite aos donos brincar com o mascote a partir de um local afastado com o uso de um smartphone. A versão anterior do "aibo" teve a produção interrompida há 10 anos, vítima de uma reestruturação empresarial que deixou inconsoláveis os fãs do mascote artificial.

A Sony apresentou a primeira geração do aibo em junho de 1999. Os primeiros 3.000 exemplares foram vendidos em apenas 20 minutos, apesar do preço elevado (250 ienes, o equivalente a 2.000 dólares na época). Nos anos seguintes foram vendidas mais de 150.000 unidades.

Em 2006, a Sony entrou em crise e seu modelo de negócios começou a sofrer a concorrência de rivais em diversas áreas. O aibo, um produto caro e de certa forma frívolo, foi retirado do mercado. A empresa manteve a "clínica aibo" aberta até março de 2014, quando comunicou aos donos de mascote que teriam que procurar outro local para consertos. Alguns engenheiros aposentados da Sony assumiram, no entanto, os eventuais reparos.

O novo aibo será lançado oficialmente no Japão em janeiro e não será barato: custará 198.000 ienes (1.750 dólares). A Sony informou que não vai consertar os modelos anteriores. O aibo foi mostrado na CES 2018 em Las Vegas. A Consumer Electronics Expo é uma mostra de produtos topo de linha que reúne lançamentos de tecnologia.